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Estado anuncia licitação de R$ 19,8 milhões para abastecimento de água na Jaguapiru
Dourados Agora/Thiago Marques
A implantação de um sistema de abastecimento de água na Aldeia Jaguapiru, em Dourados, será objeto de uma licitação anunciada nesta quinta-feira (1º) pelo Governo de Mato Grosso do Sul. Conduzida pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), a contratação tem valor estimado de R$ 19.764.583,04. O sistema visa amenizar o problema da falta d'água da população das aldeias vizinhas Jaguapiru e Bororó, de pouco mais de 20 mil habitantes, que sofrem com falta d'água há décadas.
A concorrência eletrônica será aberta em 22 de outubro, às 8h30, no horário de Mato Grosso do Sul, pela plataforma E-Kronos. Vencerá a proposta de menor preço que cumprir as exigências do edital, com possibilidade de apresentação de lances durante a sessão.
O contrato prevê execução por empreitada por preço unitário, modalidade em que os pagamentos consideram os serviços efetivamente realizados e medidos. O aviso não detalha a duração da obra, quantas pessoas serão atendidas ou a composição dos recursos destinados à contratação.
A nova disputa ocorre após a homologação, em junho, de duas licitações para perfuração de poços nas aldeias Jaguapiru e Bororó. A Empresa Brasileira de Saneamento Ltda. (EBS) venceu os dois processos, com R$ 4.492.322,53 para cada obra, somando aproximadamente R$ 8,98 milhões.
Na ocasião, a perfuração foi apresentada como a etapa inicial dos novos sistemas. Os contratos não abrangiam toda a estrutura necessária para distribuir água às residências.
Em janeiro, o governo havia anunciado um projeto elaborado pela Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), orçado em R$ 50,7 milhões, para atender as duas comunidades com recursos federais. A proposta previa sistemas independentes e 5.991 ligações domiciliares: 3.087 na Jaguapiru e 2.904 na Bororó.
Para a Jaguapiru, o planejamento apresentado incluía poço profundo, estação de tratamento, estação elevatória e três reservatórios, sendo dois com capacidade de 500 mil litros cada e um elevado de 50 mil litros. Também estavam previstos 80,9 quilômetros de rede de distribuição.
A dificuldade de acesso à água tem motivado cobranças dos moradores das duas aldeias. Em novembro de 2024, indígenas bloquearam trechos da MS-156 e do anel viário de Dourados para reivindicar abastecimento por caminhões-pipa e perfuração de poços.
Neste ano, o fornecimento irregular também ganhou destaque durante a epidemia de chikungunya nas comunidades. Famílias recorrem a recipientes improvisados para armazenar água, situação apontada como um dos fatores que favoreceram a proliferação do Aedes aegypti.