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Exportações industriais de MS batem recorde e alcançam US$ 5,39 bilhões
Dourados Agora/Flávio Verão
As exportações de produtos industriais de Mato Grosso do Sul atingiram US$ 5,39 bilhões entre janeiro e agosto de 2026. O resultado representa o maior valor registrado para o período na série histórica, segundo levantamento do Observatório da Indústria da Fiems.
Na comparação com os oito primeiros meses do ano passado, houve crescimento de 5%. A indústria respondeu por 66% de todas as exportações realizadas pelo Estado no acumulado de 2026.
Somente em agosto, as vendas externas de produtos industrializados totalizaram US$ 704,4 milhões, aumento de 3% em relação ao mesmo mês de 2025. O montante também estabeleceu um novo recorde para o mês de agosto. No período, o setor industrial concentrou 72% das exportações sul-mato-grossenses.
A indústria de celulose e papel liderou as receitas entre janeiro e agosto, com US$ 2,15 bilhões e participação de 40% no total. O complexo frigorífico aparece na sequência, com US$ 1,89 bilhão, equivalente a 35% das vendas.
Os óleos vegetais e demais produtos derivados da extração somaram US$ 580,5 milhões, representando 11% das exportações industriais. Açúcar e álcool movimentaram US$ 272,4 milhões, enquanto o setor extrativo mineral alcançou US$ 159,4 milhões.
Também aparecem na lista os segmentos de siderurgia, metalurgia e metalmecânica, com US$ 125,2 milhões; couros e peles, com US$ 53,9 milhões; e alimentos e bebidas, com US$ 45,4 milhões. Os demais produtos industriais movimentaram US$ 99,7 milhões.
China lidera entre os compradores
A China foi o principal destino dos produtos industrializados de Mato Grosso do Sul no período, com compras de US$ 1,83 bilhão. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com US$ 499,6 milhões, seguidos pelos Países Baixos, com US$ 333,4 milhões.
Na sequência aparecem Itália, com US$ 291,9 milhões; Turquia, US$ 173,2 milhões; Índia, US$ 146,7 milhões; Chile, US$ 141,3 milhões; Argentina, US$ 121,6 milhões; Uruguai, US$ 110,6 milhões; e Arábia Saudita, US$ 110 milhões.
Entre os produtos do segmento de celulose e papel, as pastas químicas de madeira representaram 99,4% das vendas. No complexo frigorífico, destacaram-se as carnes bovinas desossadas congeladas, com 60%, e refrigeradas, com 17%.
No grupo dos óleos vegetais, os bagaços e resíduos da extração do óleo de soja responderam por 43% das exportações. O óleo bruto de soja teve participação de 24%, enquanto farinhas e pellets representaram 21%.
No segmento sucroenergético, outros açúcares de cana concentraram 77% das vendas externas. O álcool etílico com teor de água inferior a 1% respondeu por 14% do total.