Sidrolândia concentra avanço da chikungunya e acende alerta em MS

Dourados Agora/Da redação


Ações de prevenção contra o mosquito transmissor da chikungunya. (Divulgação, Prefeitura de Dourados)

Sidrolândia registrou o maior avanço recente da chikungunya em Mato Grosso do Sul. Entre os dias 2 e 15 de agosto, o município notificou 74 casos prováveis da doença, segundo boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) no dia 19.

O número corresponde a 38% dos 194 casos prováveis acumulados pela cidade desde o começo do ano. Nas duas semanas analisadas, a incidência chegou a 157,1 registros para cada 100 mil habitantes, classificação considerada média pela Saúde estadual.

Sidrolândia foi o único município sul-mato-grossense enquadrado nessa faixa de incidência no período e também liderou as confirmações, com 20 diagnósticos positivos. No acumulado de 2026, a cidade alcançou índice de 411,7 casos por 100 mil moradores, patamar considerado alto. Há ainda uma gestante com confirmação da doença no município.

Em todo o Estado, já são 10.041 casos de chikungunya neste ano, além de 30 mortes confirmadas e um óbito ainda sob investigação. Após a forte epidemia registrada no início de 2026, Mato Grosso do Sul voltou a apresentar tendência de crescimento, com 66% mais notificações suspeitas em comparação com o mesmo período do ano passado.

Dourados, que viveu a maior epidemia estadual neste ano, confirmou dez casos nas duas primeiras semanas de agosto. Amambai registrou 13 confirmações, Maracaju três e Ladário e Douradina, duas cada. Batayporã, Angélica, Rio Verde de Mato Grosso, Bonito, Jardim e Chapadão do Sul tiveram um caso confirmado no período.

Dourados concentra 18 das 30 mortes causadas pela chikungunya no Estado, o equivalente a 60% do total. Também foram confirmados dois óbitos em Bonito, Jardim e Ponta Porã, além de uma morte em Corumbá, Douradina, Fátima do Sul, Guia Lopes da Laguna, Itaporã e Nioaque.

As vítimas tinham entre um mês e 94 anos. Pessoas idosas, crianças pequenas e pacientes com doenças como hipertensão, diabetes, câncer, cardiopatias e problemas renais estão entre os grupos mais vulneráveis às formas graves da infecção.