Deputado federal de MS, Marcos Pollon destinou emenda para entidades ligadas a produtora de filme sobre Bolsonaro

Redação


O deputado federal por Mato Grosso do Sul, Marcos Pollon (PL), está entre os parlamentares que destinaram recursos públicos para entidades ligadas à produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, obra inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo informações divulgadas nacionalmente, deputados federais enviaram ao menos R$ 4,6 milhões em emendas parlamentares para empresas e instituições vinculadas à produtora do longa-metragem. Além de Pollon, aparecem entre os parlamentares citados Alexandre Ramagem e Carla Zambelli.

Os recursos foram direcionados ao Instituto Conhecer Brasil (ICB) e à Academia Nacional de Cultura (ANC), entidades controladas por Karina Ferreira da Gama, responsável também pela produtora GoUp Entertainment, que desenvolve o filme “Dark Horse”.

De acordo com as informações, as emendas tinham como objetivo financiar a série documental “Heróis Nacionais – filhos do Brasil que não se rende”, produção sobre a colonização do Brasil. No entanto, os repasses passaram a ser questionados no Supremo Tribunal Federal (STF), após suspeitas levantadas de que os recursos poderiam beneficiar indiretamente o filme sobre Bolsonaro.

O caso entrou na mira do ministro Flávio Dino, que solicitou esclarecimentos aos parlamentares. A investigação ocorre dentro da ADPF 854, ação que discute maior transparência, rastreabilidade e controle na execução de emendas parlamentares.

A ação foi apresentada pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que questionou a destinação dos recursos.

Após a cobrança do STF, Marcos Pollon informou ter solicitado o cancelamento da emenda destinada à ANC. Segundo o parlamentar, a entidade não conseguiu comprovar os direitos autorais necessários para a produção da série documental.

O deputado afirmou ainda ter pedido ao governo de São Paulo o redirecionamento dos recursos para um hospital de Barretos, no interior paulista.