Mato Grosso do Sul registra alta de 59% nas exportações de soja em abril

Com demanda asiática aquecida, estado embarcou mais de 1 milhão de toneladas da oleaginosa; milho acompanha movimento sazonal de retração

Aprosoja MS


Mato Grosso do Sul registrou avanço nas exportações de soja em abril de 2026. Conforme o Boletim Econômico da Aprosoja/MS, elaborado com dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), o Estado exportou 1,031 milhão de toneladas da oleaginosa no período, volume 59% superior ao registrado em abril de 2025. O desempenho ficou bem acima da média nacional, que apresentou crescimento de 9% no comparativo anual.

Em receita, as exportações de soja movimentaram US$ 434 milhões no mês, resultado 73% maior em relação ao mesmo período do ano passado. A China permaneceu como principal destino da produção sul-mato-grossense, concentrando 84,3% das compras. Na sequência aparecem Paquistão e Irã.

Ainda de acordo com o boletim, o milho apresentou comportamento típico de entressafra. Em abril, o Estado exportou cerca de 6,5 mil toneladas do grão, retração de 60% em comparação a março de 2026. O Egito continua sendo o principal comprador, responsável por 92% do volume embarcado.

O analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho, explica que a combinação entre demanda internacional aquecida e boa produtividade no campo tem sustentado o desempenho das exportações.

“As exportações de soja para o mercado internacional continuam fortemente aquecidas, com o mercado asiático permanecendo como o maior importador dessa commodity. A desvalorização da moeda americana não gerou redução no nível de exportações, uma vez que a demanda global se manteve aquecida por questões geopolíticas. Para os produtores rurais, a safra recorde amplia a oferta disponível para exportação, pressionando as margens de lucro para níveis mais próximos da meta.'

O analista também alerta para o cenário de instabilidade global. “As incertezas climáticas sobre os estoques futuros, somadas às tensões geopolíticas, têm elevado os custos de produção e exigem atenção do setor produtivo nos próximos meses'.

Texto: Crislaine Oliveira (Comunicação Aprosoja/MS)

Foto: Banco de imagens