Riedel aposta em educação, infraestrutura, saúde e tecnologia para projetar novo ciclo de desenvolvimento em MS

Assessoria


Candidato à reeleição destaca expansão da escola integral, pavimentação, saneamento, regionalização da saúde e inovação; relatos de moradores mostram como políticas públicas já interferem na rotina das famílias

Para Larissa Santana, funcionária pública, a expansão da escola em tempo integral significou mais do que uma mudança na carga horária do filho. Trouxe tranquilidade para conciliar trabalho e família e, segundo ela, também contribuiu para o desenvolvimento do estudante.

“Eu sempre fui preocupada em tentar trabalhar no mesmo período que ele estudava. A escola integral tem a mais a oferecer. O desempenho, o desenvolvimento pessoal, intelectual, até mesmo projetos profissionais melhorou bastante”, relata.

 


É a partir de experiências como essa que o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, apresenta seu projeto de futuro para o Mato Grosso do Sul: transformar avanços registrados durante sua gestão em ponto de partida para uma nova etapa de investimentos em educação, infraestrutura, saúde, saneamento, tecnologia e desenvolvimento econômico.

 


“Durante muito tempo o futuro era visto como algo distante e difícil de alcançar, mas o futuro é resultado do que fazemos hoje. Cada passo prepara o próximo. Cada meta alcançada nos permite ir além”, afirma Riedel.

 


Escola integral deve avançar para o ensino fundamental

 

A educação ocupa espaço central entre as ações e compromissos apresentados pelo candidato.

Riedel afirma que as escolas em tempo integral já estão presentes no Ensino Médio em todo o Estado e anuncia como próximo passo a expansão do modelo para o Ensino Fundamental. A medida também é apresentada como uma forma de aliviar parte das despesas municipais e abrir espaço nos orçamentos das prefeituras para investimentos em novas creches.

 


A proposta se conecta diretamente à experiência relatada por Larissa. Para famílias em que pais e responsáveis trabalham durante todo o dia, a permanência do estudante por mais tempo na escola não envolve apenas aprendizagem: interfere na própria organização da casa.

 


Na avaliação da funcionária pública, a experiência também ampliou as possibilidades do filho para além das disciplinas regulares, com reflexos no desenvolvimento pessoal e até na preparação para escolhas profissionais.

 


Do asfalto esperado por décadas às rodovias pavimentadas

 

Na infraestrutura, Riedel associa o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul à ampliação da pavimentação tanto nas rodovias quanto nas cidades.

 


Pela primeira vez o Estado caminha para ter mais estradas pavimentadas do que vias de terra. Nas áreas urbanas, ele afirma que 82% das ruas já contam com asfalto.

 


A meta apresentada para os próximos anos é avançar sobre o trecho que ainda falta.

 


“Agora, vamos entregar o que falta para o asfalto chegar na porta de cada casa”, afirma.

 


Para Maria Aparecida de Souza, aposentada, a chegada da pavimentação representou o fim de uma espera que parecia atravessar a própria vida.

“Eu falei: meu Deus, será que eu vou morrer sem ver esse asfalto? Mas não. Deus é tudo. Olha que bênção. Muito feliz mesmo”, conta.

 


O relato revela a dimensão cotidiana de uma obra que, nos números da administração pública,

aparece como quilômetros pavimentados e percentual de cobertura, mas que, para quem vive em uma rua sem asfalto, significa uma alteração concreta na relação com o bairro e com a cidade.

 


Água tratada muda rotina em Porto Esperança

 

Outra frente destacada por Riedel é o saneamento.

 


Mato Grosso do Sul já alcançou 80% de cobertura de saneamento básico e estabelece como objetivo chegar à universalização até 2028. Segundo ele, o Estado pretende ser o primeiro do país a atingir essa condição.

 


Em Porto Esperança, o impacto da chegada de água tratada é relatado pela professora Natalina Silva.

 


Antes, segundo ela, a água disponível não tinha condições adequadas para utilização dentro das residências.

 


“A gente abastecia uma caixa de água com a água do rio. Hoje já vai direto para as torneiras, tratada, água de boa qualidade”, afirma.

 


A mudança descrita por Natalina sintetiza um dos principais desafios enfrentados pelas políticas de infraestrutura: fazer com que indicadores de cobertura se traduzam em serviços básicos disponíveis dentro das casas.

 


Saúde mais perto de quem mora no interior

 

Na saúde, a estratégia apresentada por Riedel passa pela regionalização do atendimento.

Mato Grosso do Sul passou de um para quatro hospitais regionais. Ele também cita o planejamento de uma nova unidade em Corumbá e a expansão do Hospital Regional de Campo Grande, projeto que, nas palavras do candidato, representa praticamente a construção de outro hospital.

 


Riedel afirma ainda que estão sendo realizados investimentos em 45 hospitais de média complexidade, com o objetivo de aproximar o atendimento da população e reduzir a necessidade de deslocamentos para a Capital.

 


A telemedicina aparece como outro instrumento dessa estratégia.

 


A experiência de Eclair Camargo, aposentada de Bandeirantes, mostra o que a mudança representa para quem precisava percorrer quilômetros em busca de atendimento especializado.

 


“A gente saía quatro horas da manhã para Campo Grande para fazer a consulta. É cansativo para a gente”, lembra.

 


Com a possibilidade de realizar a consulta a distância, a rotina mudou.

 


“Agora, com a teleconsulta, está bem melhor. Gostei bastante. A gente vai lá, consulta, volta para casa da gente. Não tem coisa de estar viajando. Volta, vem descansar. E eu achei uma beleza”, relata.

 


Ao colocar a tecnologia a serviço da regionalização, a proposta apresentada pelo governador procura diminuir uma dificuldade histórica de quem vive fora dos grandes centros: a distância entre o paciente e o especialista

 


Produção e preservação na mesma estratégia

 

No campo, Riedel defende que crescimento econômico e preservação ambiental podem caminhar juntos.

 


Produtores rurais que protegem o meio ambiente podem receber incentivos e ampliar a renda, dentro de uma estratégia que pretende levar Mato Grosso do Sul à condição de primeiro Estado carbono neutro do país.

 


Para o produtor rural Leonardo Leite Barros, essa política também pode representar uma vantagem competitiva para o agronegócio sul-mato-grossense.

 


“Acho que o Eduardo é um governador moderno. Ele entendeu que o mundo mudou”, afirma.

 


Na avaliação de Leonardo, a definição de uma meta de emissão zero funciona também como mensagem aos mercados consumidores.

 


“Quando ele diz que quer um Estado de emissão zero, ele está comunicando ao mundo. Fala: olha, essa carne é uma carne de emissão zero. Nós vamos alcançar novos mercados com uma política pública moderna em todos os sentidos”, diz.

 


A lógica apresentada combina sustentabilidade e abertura de mercados: preservar passa a ser tratado não apenas como obrigação ambiental, mas também como componente econômico da produção.

 


Tecnologia abre novas portas para os jovens

 

A formação profissional e a tecnologia completam o conjunto de prioridades apresentado por Riedel.

 


Um dos exemplos usados pelo governador é o estudante Carlos Eduardo Borges, de 19 anos, aluno do programa Voucher Desenvolvedor.

 


Carlos relata ter participado de um programa da NASA voltado à identificação de

vulnerabilidades em sistemas digitais.

 


“Ela permite que os pesquisadores de saúde e segurança tentem explorar brechas, falhas no sistema dela. E eu consegui localizar uma falha na NASA e no governo dos Estados Unidos também. Estou entre os 43 pesquisadores do mundo que conseguiram essa falha”, conta.

 


Para Riedel, trajetórias como a de Carlos mostram o potencial de políticas destinadas a aproximar jovens da tecnologia e do mercado de trabalho.

 


Mato Grosso do Sul possui atualmente a terceira maior maturidade digital do Brasil e defende que a tecnologia seja cada vez mais incorporada à produção, aos serviços públicos e à educação.

 


Inteligência artificial nas escolas

 

É justamente dentro das salas de aula que Riedel pretende ampliar essa aposta.

 


Segundo o governador, mais de R$ 1 bilhão estão sendo investidos nas escolas da rede pública.

Para uma próxima etapa, ele anuncia a contratação de 200 mil licenças do Gemini, ferramenta de inteligência artificial do Google, destinadas a alunos e professores.

 


O candidato também fala em novas parcerias voltadas à inovação.

 


A estratégia se soma à ampliação da educação profissional. Riedel afirma que quase metade dos estudantes da rede já frequenta cursos profissionalizantes no contraturno escolar.

 


Outro programa destacado é o ensino de idiomas. Segundo ele, mais de 90 mil jovens estudam inglês durante o Ensino Médio.

 


A ideia, na avaliação apresentada pelo governador, é ampliar as possibilidades oferecidas aos estudantes pela rede pública, aproximando a formação escolar das transformações tecnológicas e das novas exigências profissionais.

 


Próxima etapa

 

Ao reunir educação integral, saneamento, infraestrutura, regionalização da saúde, preservação ambiental e tecnologia, Riedel procura apresentar sua candidatura à reeleição como uma proposta de continuidade acompanhada de novas metas.

 


O próprio governador reconhece que ainda existem problemas a enfrentar.

 


“A nossa jornada ainda é longa. Ainda tem muita coisa para resolver. Mas cada degrau que a gente sobe ajuda as pessoas a subir junto. Assim, o talento de cada um encontra as oportunidades”, afirma.

 


Na síntese apresentada pelo candidato, Mato Grosso do Sul atravessa um novo ciclo de desenvolvimento, sustentado pela combinação de qualidade de vida, conhecimento, tecnologia e capacidade de crescimento.

 


“Aqui, o futuro deixou de ser promessa. É uma realidade que vem tomando forma todos os dias”, conclui Riedel.