Política
Jair Bolsonaro é preso preventivamente pela Polícia Federal
Medida preventiva não tem relação com a condenação por tentativa de golpe de Estado
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal na manhã deste sábado, após seu filho, senador Flávio Bolsonaro, convocar uma vigília em frente ao seu condomínio. A prisão foi autorizada pelo STF para garantia da ordem pública. A medida não está relacionada à condenação por tentativa de golpe. Bolsonaro, que já estava em regime domiciliar desde 4 de agosto por descumprir restrições e usar redes sociais para incitar ataques ao STF, foi levado à Superintendência da PF por volta das 6h20.
Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes diz que a reunião poderia causar tumulto e até mesmo facilitar 'eventual tentativa de fuga do réu'. O ministro do STF ainda aponta que o Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a ocorrência de violação da tornozeleira eletrônica de Bolsonaro na madrugada deste sábado.
'A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho', diz.
Moraes também determina que seja realizada, neste domingo (23), audiência de custódia, por videoconferência, além da disponibilização de atendimento médico em tempo integral ao réu.
A medida preventiva não tem relação com a condenação por tentativa de golpe de Estado.
O STF (Supremo Tribunal Federal) acatou o pedido da PF para garantia da ordem pública. Bolsonaro já estava em regime domiciliar desde 4 de agosto, após descumprir restrições impostas anteriormente, utilizando redes sociais de aliados para divulgar conteúdos de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro.
De acordo com o jornal, a PF chegou à casa de Bolsonaro por volta das 6h, em comboio com ao menos cinco carros. O ex-presidente foi levado cerca de 20 minutos depois para a Superintendência da PF em Brasília, onde ficará preso.
Em setembro, o ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.