CCZ alerta para letalidade da raiva e vacina animais domésticos

Além do atendimento presencial, Agentes de Endemias fazem vacinação em propriedades rurais de Dourados

Redação com Prefeitura de Dourados


Agentes de Endimias estão percorrendo propriedades rurais de Dourados (Foto: Divulgação/CCZ)

Os cuidados e a prevenção da raiva em cães e gatos são de extrema importância para saúde pública, devido à sua letalidade de aproximadamente 100%. Por outro lado, é uma doença passível de eliminação no seu ciclo urbano pela existência de medidas eficientes de prevenção, como a vacinação humana e animal, a disponibilização de soro antirrábico humano e a realização de bloqueios de foco, entre outras.

No CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Dourados, a Vacina Antirrábica Animal é  administrada de forma presencial durante o período de funcionamento, de segunda a sexta-feira das 7h às 11h e das 13h às 17h.

Na área rural, o CCZ disponibiliza equipes compostas por Agentes de Endemias que realizam a vacinação nas propriedades.  Neste ano, a Vacinação Antirrábica Animal da área rural já percorreu as regiões do Potreirito, Barreirinho, Barreirão até os limites com o município de Fátima do Sul. Além do trabalho que está sendo realizado na região de Indápolis, Vila São Pedro, Colônia da Família Zanata.

Anualmente, o Ministério da Saúde prevê a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Raiva, em que ocorre a vacinação em cães e gatos de forma massiva e gratuita. A estratégia de vacinação pode variar, sendo casa a casa, postos fixos, postos volantes e dia “D”.

O Programa Nacional de Profilaxia da Raiva (PNPR), criado em 1973, implantou entre outras ações, a vacinação antirrábica canina e felina em todo o território nacional. Essa atividade resultou num decréscimo significativo nos casos de raiva naqueles animais, e com isso permitiu um controle da raiva urbana no país.

Transmissão

A raiva é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura e/ou lambedura desses animais. O período de incubação é variável entre as espécies, desde dias até anos, com uma média de 45 dias no ser humano, podendo ser mais curto em crianças. O período de incubação está relacionado à localização, extensão e profundidade da mordedura, arranhadura, lambedura ou tipo de contato com a saliva do animal infectado; da proximidade da porta de entrada com o cérebro e troncos nervosos; concentração de partículas virais inoculadas e cepa viral.