Mato Grosso do Sul replantou quase 60 mil hectares de soja, diz Siga-MS

Até o dia 1º de dezembro a área plantada acompanhada pelo Projeto SIGA-MS alcançou aproximadamente 4,103 milhões de hectares, ou seja, 96,2% do total estimado para safra 2023/24

André Bento


Mato Grosso do Sul deve cultivar 4,103 milhões de hectares de soja nesse ciclo produtivo (Foto: André Bento/Arquivo)

Mato Grosso do Sul precisou replantar aproximadamente 59.647,89 hectares de soja na safra 2023/24 por causa das intempéries climáticas, o equivalente a 1,40% da área estimada para semeadura nesse ciclo produtivo, de 4,265 milhões de hectares.

Esses dados constam no mais recente boletim Casa Rural elaborado pelo Siga-MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio), que detalha 25.107,10 hectares replantados na região centro, 20.574,33 hectares no nordeste, 11.427 hectares no norte, e 2.539 hectares no sul do território estadual.

O documento publicado nesta semana pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) aponta ainda que até o dia 1º de dezembro a área plantada acompanhada pelo Projeto SIGA-MS alcançou aproximadamente 4,103 milhões de hectares, ou seja, 96,2% do total estimado.

Até então, a região centro tinha os trabalhos mais avançados, com média de 97,8%, seguida pelas regiões sul, com 96,0%, e norte, 94,3%.

A produtividade estimada é de 54 sacas por hectare, média dentro do potencial produtivo das cinco safras recentes do Estado, gerando a expectativa de produção de 13,818 milhões de toneladas.

Embora o quadro geral das lavouras sul-mato-grossenses de soja indique 90,6% em boas condições, 9,0% regulares e apenas 0,5% ruins, a região sul, composta pelos municípios de Itaporã, Douradina, Dourados, Deodápolis, Angélica, Ivinhema, Glória de Dourados, Fátima do Sul, Vicentina, Caarapó e Juti, tem 53,4% classificadas como boas, 46,5% regulares, e 0,1% ruins.

O Siga-MS pontua que historicamente o plantio se encerra na primeira semana de dezembro e pondera que para minimizar o impacto negativo desse atraso na semeadura, “os produtores deverão estar atentos ao monitoramento das condições climáticas e realizar ajustes nas estratégias”, já que “esses detalhes ajustados minimizam o impacto negativo desse atraso”.

Até agora, não foi divulgado o balanço final da safra de milho. Com projeção de 2,325 milhões de hectares plantados e colhidos, a produtividade estimada é de 80,33 sacas por hectare, com expectativa de produção de 11,206 milhões de toneladas.

No entanto, a área e produtividade do estado ainda estão sob análise e até o momento foram amostrados 1,012 milhão de hectares de milho segunda safra.