Hospitais da Rede Ebserh incentivam paternidade ativa e maior aproximação entre pais e bebês

Em alusão à data comemorativa celebrada no domingo (13), diversas ações estimulam a presença paterna desde a concepção, dentre eles, o caso de um profissional do HU-UFGD

Assessoria/Ebserh


Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados é administrado pela Ebserh (Foto: Divulgação/HU-UFGD)

Em todo o mundo, cresce um movimento para que os homens se envolvam integralmente na vida dos filhos. A ideia é que tal relação ocorra desde a tomada de decisão reprodutiva (escolha de ser pai), passando pela gestação e pelo momento do parto até a participação solidária no cuidado e na educação das crianças.

Em vários hospitais e maternidades da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o trabalho pela valorização do papel do pai é um importante elemento para o fortalecimento da paternidade ativa. Por isso, em alusão ao Dia dos Pais, celebrado no domingo (13), reunimos algumas ações realizadas na Rede que ilustram a importância dessa aproximação para uma relação saudável com os filhos.

No Hospital Universitário Ana Bezerra (Huab-UFRN), em Santa Cruz (RN), a paternidade ativa é mais uma estratégia de humanização da assistência e acontece por meio do engajamento dos homens nas ações do planejamento reprodutivo, no acompanhamento do pré-natal e principalmente no momento especial do parto de sua parceira. “A presença do pai no parto é oportunizada seja na cesariana ou no parto vaginal. É também durante o trabalho de parto que o casal fortalece o vínculo afetivo, apoiando-se para a chegada do seu bebê”, comentou a enfermeira obstétrica Hercilla Nara Confessor Ferreira.

“A equipe assistencial envolve o pai nos cuidados com a gestante durante a oferta dos métodos não farmacológicos de alívio da dor, como massagens, musicoterapia, banho morno e no encorajamento com apoio na banqueta e nas posições verticalizadas que favorecem o parto natural. Logo após o nascimento, a equipe oferece ao pai a oportunidade de realizar o corte do cordão umbilical, em um momento de grande significado no nascimento de uma nova família”, complementou a enfermeira obstétrica.

Como forma de fortalecer o vínculo entre as gestantes, seus companheiros e as unidades de saúde, muitas instituições criam projetos de visita guiada ao ambiente onde a mulher vai ter o bebê. O Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW-UFPB), em João Pessoa (PB), está retomando a execução da "Visita Guiada” antes do parto, que havia sido suspensa devido à pandemia de covid-19. Os pais conheçam os espaços da maternidade, conduzidos pela equipe, e recebam orientações sobre internação e acompanhamento da gestante e do bebê. “Os pais são encorajados e fortalecidos para o exercício de uma paternidade ativa, que promova o fortalecimento dos vínculos familiares, os cuidados compartilhados e a cooperação mútua”, afirma Marcelo Abdon, assistente social da Unidade da Mulher do HULW.

No Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD) o técnico de enfermagem e instrumentador cirúrgico Kleber Martins exerceu o seu direito de paternidade ativa. Casado com Nayara Andrade, enfermeira, que também trabalha no HU-UFGD, eles são pais de Pedro, de um ano e meio. Nayara realizou parte do seu pré-natal no HU-UFGD e Kleber esteve presente em todas as etapas do processo.

“Eu estava muito feliz e preocupado ao mesmo tempo. Como um pai e esposo zeloso, eu tinha medo de alguma consequência.  Tinha também o fato de eu ser da área da saúde, eu sabia que se o bebê não estivesse bem, minha esposa também não estaria bem. Hoje eu tenho as duas coisas mais maravilhosas do mundo”, afirma Kleber. Nayara teve síndrome HELLP e passou por uma cesárea de urgência. Pedro nasceu com 34 semanas. “Devido à prematuridade, ele ficou 17 dias na UTI neonatal e todos dos dias o Kleber esteve muito presente, tanto na minha internação, quanto nas visitas da UTI”, afirmou ela.

O marido também incentivou e comemorou “cada gotinha de leite que saia no processo de amamentação”.  “Foram dias muito difíceis, fazíamos a relactação a cada 3 horas, inclusive de madrugada, mas conseguimos! Hoje seguimos com a amamentação há 1 ano e 6 meses e isso se deve muito ao apoio e dedicação do Kleber. Vejo  que ele assumiu o seu papel como pai, desde a gestação e após o nascimento, tanto no hospital quanto em casa. Ele segue com todos os cuidados ao nosso filho, com banho, com fralda, reveza para que eu conseguir descansar, tomar banho, comer, enfim, ele se faz presente em tudo, e eu não poderia ter um pai melhor para o nosso filho”, ressalta Nayara.

Pai participa

Na Rede Ebserh, especialistas aproveitam a internação dos bebês nas unidades Canguru para estimular a aproximação de pais e filhos. Em Natal (RN), na Maternidade-Escola Januário Cicco (MEJC-UFRN), os progenitores são orientados sobre cuidados como dar banho, trocar a fralda e colocar o bebê na posição vertical após ser alimentado. “À medida que vão participando, a receptividade dos pais é muito boa, bem colaborativa. Ao ser incentivado a fazer o contato pele a pele na posição canguru, o pai dá o colo e o calor que o bebê precisa, ajudando a mãe a descansar”, comentou a pediatra Geisa Chaves. A responsabilidade no cuidado do bebê é compartilhada com o pai, tornando-o consciente e ativo no processo e reforçando a estrutura familiar.

Ter um companheiro presente, que assume responsabilidades, faz toda a diferença para a mãe e o bebê. “A presença do pai, de forma ativa, no período de internação, que normalmente é prolongado na Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru (Ucinca), proporciona um apoio emocional para a sua mulher, que vive uma tempestade de emoções, trazendo o sentimento de acolhimento, companheirismo e amor”, afirma Elisa Sonehara, fisioterapeuta da Enfermaria Canguru da MEJC. Segundo a profissional, isso se reflete em tranquilidade para a mãe (favorecendo a produção do leite materno), em estabilidade emocional e no empoderamento da capacidade do cuidado do bebê.

Sobre a Ebserh

Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.