MPT-MS e parceiros entregam equipamentos para proteção de coletoras de isca no Pantanal

Maioria dos profissionais que atua na coleta de iscas é composta por mulheres e os equipamentos se mostram essenciais para prevenir acidentes de trabalho

Assessoria/MPT-MS


Desde 2011, foram distribuídos mais de 600 macacões especiais (Foto: Divulgação/MPT-MS)

Coletoras de iscas vivas no Pantanal, também conhecidas como ‘isqueiras’, receberam macacões especiais para a realização segura da atividade ao longo das extensas horas dentro d’água.

A distribuição de 32 Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) ocorreu no dia 21, beneficiando isqueiras de três comunidades localizadas nos municípios de Corumbá e Ladário: Porto da Manga, Porto Esperança e Área de Proteção Ambiental Baía Negra. A maioria dos profissionais que atua na coleta de iscas é composta por mulheres e os equipamentos se mostram essenciais para prevenir acidentes de trabalho.

Desde o início da parceria entre o Ministério Público do Trabalho e a organização não-governamental Ecologia e Ação (Ecoa), em 2011, foram distribuídos mais de 600 macacões especiais.

Há mais de 20 anos, a Ecoa também auxilia as coletoras de iscas em seu reconhecimento profissional e atua na defesa da categoria de pescadores profissionais artesanais em diferentes frentes, por meio de articulação política e com instituições trabalhistas, buscando garantir a melhoria das condições de trabalho e o pagamento de preços justos por isca.

“A coleta de isca é uma atividade que apresenta perigos, como infecções ocasionadas pelas longas horas na umidade, além dos riscos decorrentes da presença de animais nas águas, como cobras e jacarés. Por isso, equipamentos adequados e de qualidade são vitais para a profissão que é base da pesca no Pantanal. Antes do equipamento apropriado, as mulheres estavam expostas a doenças ginecológicas, principalmente nos períodos de decoada”, observou André Siqueira, diretor de Programas e Projetos da Ecoa, ao participar da distribuição dos 32 macacões especiais.

Ainda segundo o diretor, a prática, sujeita às condições ambientais, é realizada por profissionais autônomas, “por isso acidentes refletem diretamente na renda familiar, o que reforça a necessidade de EPI’s de qualidade”.